Engenheiro Celso Rodrigues homenageado

26-DEZ-2016

O Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, inaugurou um arruamento na área empresarial de Alvarães, que recebeu o nome do Eng. Celso Rodrigues. Esta foi uma homenagem póstuma, mas muito justa promovida pela junta de freguesia de Alvarães e da iniciativa da Assembleia daquela freguesia dando um topónimo foi aprovado em assembleia de freguesia pelo trabalho desenvolvido em prol da comunidade local”. Depois do descerramento de uma placa na nova rua (EN103), seguiu-se “uma sessão solene na sede da junta de freguesia e a apresentação do livro “Poetizar as Efemérides” de Cândida Passos que serviu para homenagear Celso Gastão de Andrade Areosa Rodrigues, engenheiro naquela freguesia. Celso Rodrigues nasceu em Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes em 1932, e embora tenha vivido grande parte da sua vida longe da terra natal, sempre se considerou um trasmontano de gema. Filho de uma professora, Teresa Areosa e de um proprietário agrícola, Carlos Rodrigues, tinha como ascendentes, do lado paterno gente ligada à terra e do lado materno gente ligada à religião. Depois de uma infância marcada pelo falecimento dos seus 3 irmãos, ainda crianças, cursou Medicina, no Porto e em Coimbra, mas mau grado a sua vocação, nunca concluiu o curso e foi, já depois de casado, de ter leccionado Educação Física nos liceus do Porto e de ser pai que concluiu, em 1969, o curso de Engenharia Química no ISEP do Porto. Em 1970, começo a trabalhar na Fábrica Jerónimo Pereira Campos, integrando-se perfeitamente nesta freguesia onde viveu com a esposa e filhos e adoptando como sua terra e suas gentes, tornando-se um alvarenense e um vianense dedicado. Ao longo de toda a sua vida foi muito empenhado na organização e participação de inúmeras atividades culturais, cívicas e desportivas, desde estudante em Moncorvo, Bragança, no Porto e em Coimbra. Com o 25 de Abril de 74, (um pouco à semelhança do que aconteceu por todo o país), e com o advento da liberdade política, em Alvarães e em Viana participou em muitas iniciativas de caracter político, cultural e desportivo. Pertenceu à Comissão Administrativa da freguesia antes das primeiras eleições autárquicas de 1976, encabeçada pelo saudoso senhor Igreja, participou na fundação da Associação Desportiva e Cultural de Alvarães e na organização das suas diversas atividades, desportivas (com a construção do campo de futebol e a formação de uma equipa de futebol para participar no campeonato distrital), culturais e edição de um jornal da associação. Participou em diversos espetáculos de teatro com jovens alvarenenses. No aspecto político, participou em representação do Partido Socialista, o seu partido de sempre e que ajudou a organizar-se em Viana do Castelo, nas Assembleias de Freguesia de Alvarães, nas Assembleias Municipais de Viana e enquanto vereador. Casou em 1961 com Maria Ester Brandão Areosa Rodrigues que conheceu em Coimbra em 1959 pessoa do mesmo modo empenhada pelo bem de todos. Foi pai de 4 filhos: Miguel, Paulo, Nuno e Alexandre, todos casados e com filhos (10 netos). Se o nosso amigo Celso Rodrigues era uma pessoa afetuosa, atenta, disponível, interessada, presente em todos os momentos e atento aos outros, sobretudo, aos mais pobres e desprotegidos, também a sua esposa o é. Assim educaram os seus filhos. Era um casal feliz….Faziam um bom par e ambos davam testemunho disso na disponibilidade, tolerância e a abertura às dificuldades de todos os que se aproximavam com dificuldades. Eu fui um deles, não só no tempo da Serra de Arga, mas também já aqui na Paróquia, para onde eles também acabaram por vir morar, quando me dirigi duas ou três vezes ao Engº Celso. A mesma coisa a sua esposa e minha colega no liceu, era um espelho do seu marido. Não lhes conheci inimizades e o Celso que já partiu, a quem me rendo em homenagem e a Ester que se encontra entre nós com os olhos nos filhos e nos netos, dando o melhor de si como mãe e avó continua a ser a mesma amiga dos pobres.
  • Partilhar